quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Decisão participada


 

Decisão participada


Os processos de decisão participada, nem sempre valorizados por alguns particpantes que interpretam a participação como sendo algo que resultará, inevitavelmente, numa decisão com que estejam de acordo são, porventura, o instrumento mais poderoso no quadro da informação de apoio à gestão e as organizações devem estimular e incorporar no seu modus operandi esta linha de ação de uma forma regular e intencional.

De resto, o princípio da participação, não deve ser considerado como um concessão do decisor em relação ao participante, mas um direito deste último que tem força de Lei no Código do Procedimento Administrativo relativamente à produção legislativa e que, com as devidas adaptações deve ser aplicado às organizações de uma forma geral, mesmo que a força de Lei não se aplique aí da mesma forma.

Refiro alguns princípios que julgo serem basilares para que os processos de decisão participada cumpram o seu objetivo sem distorções e sem gerarem falsas expectativas:
  • Os participantes devem conhecer quem são os decisores e quais são os macanismos de decisão;
  • Os participantes devem conhecer antecipadamente o que de si se espera no processo de participação;
  • As fases do processo de decisão devem estar balizadas no tempo e dadas a conhecer aos participantes;
  • A decisão final deve incorporar uma justificação que torne claro aos olhos dos participantes, quer esta seja coincidente com a sua opinião ou não, quais os argumentos de várias naturezas que levaram a tal decisão;
  • Os momentos de participação devem ser organizados por grupos de interesse, quando tal se aplique, não sendo aceitável que a entrevista individual possa ser considerada (embora no sentido mais lato possa ser e no sentido estrito seja um instrumento naturalmente válido) participação no processo, uma vez que retira transparência ao mesmo e contém riscos de manipulação da informação.
Posto isto, entre 2012 e 2020 foram implementados no seio da FGP diversos mecanismos de decisão participada, uns permanentes, como a dignidade estatutária dada ao Conselho Consultivo e outros pontuais como a ampla consulta à comunidade gímnica que levou à concretização dos "Elementos estratégicos para a sustentabilidade da Ginástica portuguesa a curto, médio e longo prazo" publicado em maio de 2013 e que se constituiu durante todo esse período entre 2012 e 2020 como um referencial de gestão que provou ser estruturante para o equilíbrio da FGP e o desenvolvimento da Ginástica em Portugal.

Listo em seguida alguns dos mecanismos criados no período suprarreferido;

  • Ampla consulta à comunidade gímnica que resultou na publicação em maio de 2013 dos "Elementos estratégicos para a sustentabilidade da Ginástica portuguesa a curto, médio e longo prazo";
  • Conferida dignidade estatutária ao Conselho Consultivo da FGP que reúne periodicamente Presidente da FGP, Presidentes das Associações Territoriais e Presidentes de Associações de classe devidamente reconhecidas pela FGP;
  • Criadas as Comissões Técnicas (uma por disciplina) constituídas de técnicos nomeados pela Direção da FGP sob proposta d@s Diretor@s Técnic@s, com um funcionamento consultivo de apoio à Direção Técnica de forma independente da Direção;
  • Criado o "Plenário Técnico Nacional" com várias alterações de formato ao longo dos anos como instrumento de propostas por parte da comunidade técnica à Direção Técnica Nacional e posteriormente à Direção da FGP;
  • Ampla discussão com a comunidade sobre o enquadramento de ginastas infantis e benjamins que resultou na adoção de medidas regulamentares, designadamente no que concerne à organização de eventos para estes escalões etários;
  • Implementação de rotinas de visita a clubes por parte da Direção da FGP (cerca de 110 clubes visitados em 9 anos) - Conhecer mais para decidir melhor;
  • Implementação na estruttura do perfil profissional da Direção Técnica Nacional da obrigatoriedade de um número mínimo de visitas anuais a clubes e a eventos de At's - conhecer mais para decidir melhor.
Estes são alguns (bons exemplos). Muito mais haverá com certeza a fazer e muitas outras boas ideias a concretizar para que se possa aprofundar esta linha de ação.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Reconhecimento internacional e desenvolvimento das organizações gímnicas em Portugal

 


Reconhecimento internacional e desenvolvimento das organizações gímnicas em Portugal


(Este texto é uma adaptação de uma comunicação apresentada por mim no Congresso da Ginástica 2020)


Nos anos de 2017, 2018 e 2019, a Federação de Ginástica de Portugal (FGP) foi identificada pela Federação Internacional de Ginástica como a segunda num ranking mundial das “Federações meritórias” (ainda não é conhecido o ranking de 2020) construído com base num conjunto de critérios que importará aqui analisar e que revelam o grau de profissionalismo alcançado pela FGP ao longo dos anos.

Estes critérios são, a saber:
  • Participação nos Campeonatos do Mundo das diversas disciplinas (GAF/GAM, GR, ACRO, AER, TRA)
  • Participação na Gymnaestrada Mundial
  • Participação no Gym for Life Challenge Mundial
  • Participação no Congresso da FIG
  • Participação em Academias FIG (1 uma pontuação, 2 ou mais duplica a pontuação)
  • Participação num Simpósio ou Colóquio FIG
  • Participação em pelo menos 10 Taças do Mundo
  • Participação nas reuniões de atletas nos Campeonatos do Mundo
  • Organização de Campeonato do Mundo
  • Organização de Gymnaestrada Mundial
  • Organização de Gym for Life Challenge Mundial
  • Organização do Congresso da FIG
  • Organização de Academias FIG
  • Organização de um Simpósio ou Colóquio
  • Organização de um “Dia Nacional da Ginástica”
  • Organização de uma Gymnaestrada nacional
  • Organização de uma Taça do Mundo ou Challenge Cup
  • Cumprimento de prazos
  • Cumprimento de obrigações financeiras
  • Respeito dos prazos de inscrição para competições FIG (máx 10)
  • Respeito pelos prazos de inscrição no Congresso da FIG
  • Respeito pelos prazos de inscrição em Academias FIG
Existem também penalizações:

  • Incumprimento de prazos de inscrição (de cada vez)
  • Incumprimento de obrigações financeiras (de cada vez, max 6)
  • Sanção disciplinar imposta a um membro da federação
  • Violação das regras anti-dopagem
Que fatores que têm contribuído mais fortemente para este sucesso e como se poderá manter níveis semelhantes?

  • Ecletismo e quantidade na participação (basicamente participámos em tudo)
  • Dinâmica organizativa (Taças do Mundo, Academias FIG, sempre numa busca intencional e sistemática de atrair grandes eventos para Portugal. Campeonato do Mundo e CMGI de AER em 2018, World Gym for Life Challenge em 2021, isto no seio da FIG. Muitíssimas mais no seio da European Gymnastics como pude demonstrar no meu texto anterior)
  • Cumprimento de todas as obrigações (prazos de inscrição e pagamento)
  • Ausência de sanções disciplinares nos últimos anos
  • Ausência de violação de regras antidopagem nos últimos anos
Para manter o sucesso alcançado dever-se-á:

  • Manter a constância de organização de Taças do Mundo;
  • Continuar a trazer eventos de grande dimensão FIG para Portugal;
  • Manter os níveis de participação internacional;
  • Manter o nível de mecanização dos procedimentos internos que permitem o cumprimento de prazos perante a FIG;
  • Manter e melhorar, se possível, a educação para a prevenção de comportamentos abusivos e atentatórios da transparência nas competições de Ginástica bem assim como a implementação de uma sistema de avaliação de juízes
  • Manter e se possível melhorar a informação sobre a dopagem a ginastas, treinadores e pais.
   
Em contrapartida, os motores mais eficazes do desenvolvimento da Ginástica são, como se sabe, os clubes (as células fundamentais do Desporto) que têm graus de sofisticação organizativa e profissionalismo muito heterogéneos, e as Associações Territoriais de Ginástica (AT’s), que dependem financeiramente em quase cem por cento da FGP (com exceção das Associações dos Açores e da Madeira que recebem apoio dos respetivos Governos Regionais. Estas Associações Territoriais têm graus de sofisticação organizativa e de profissionalismo muito rudimentar e, nalguns casos, inexistentes.

As At’s estão descapitalizadas de recursos humanos, financeiros e logísticos e têm, por isso, muita dificuldade em inovar e em se desenvolverem e, consequentemente, em serem motores de desenvolvimento gímnico.

Isto, é justo dizê-lo, é parcialmente compensado pela extrema dedicação de um punhado de dirigentes e técnicos que, de uma forma voluntária não remunerada demonstram uma dedicação sem limites à causa da Ginástica.

A título de exemplo, se a FGP implementasse um sistema de financiamento às At’s que passasse por critérios semelhantes aos do programa da FIG, com as devidas adaptações, as pontuações iriam ser, em termos gerais, muito baixas, resultando no caso de algumas AT em níveis de financiamento próximo do zero.

A assimetria entre a estrutura da FGP e a das At’s é fácil de identificar e consensual. Do lado da FGP uma estrutura completamente profissional, do lado das AT’s estruturas descapitalizadas e maioritariamente amadoras.

Este problema constitui uma barreira ao desenvolvimento da Ginástica? Se assim for, é possível resolvê-lo?

Na minha opinião sim. É claramente uma barreira ao desenvolvimento da Ginástica. Contudo é necessário que, mais do que reconhecer que existe um problema (essa é a parte fácil), haja vontade de o resolver. E há seguramente soluções.

Uma delas (poderá haver outras imagino) foi estudada e apresentada às At’s pela Direção da FGP no ano de 2014.

Essa solução era a “reorganização do mapa associativo da Ginástica”

Essa reorganização proposta assentava nos seguintes princípios gerais e objetivos:
  • Promover o desenvolvimento da Ginástica a nível nacional;
  • Implementar programas técnicos uniformes em todo o território nacional;
  • Produzir oferta de eventos destinados aos escalões de Benjamins e Infantis em todas as disciplinas e todos os territórios do país;
  • Promover a realização, até ao final de 2016, com carácter regular em cada território, de pelo menos 3 eventos destinados aos escalões de Benjamins e Infantis em todas as disciplinas;
  • Aumentar o número de filiados individuais e coletivos em 30% até ao final do ano de 2016;
  • Estabelecer pontes e organizar eventos dirigidos aos clubes do Desporto Escolar e a clubes não filiados;
  • Diminuir o número total de Associações Territoriais (nos tempos que correm já não penso que isso seja uma inevitabilidade mesmo dentro do modelo proposto);
  • Aumentar a capacidade de intervenção técnico-administrativa das Associações Territoriais;
  • Dotar algumas Associações Territoriais de meios humanos adicionais a tempo inteiro.
Estes princípios gerais e objetivos implicavam um compromisso por parte da FGP em:
 
  • Dotar as Associações Territoriais (num máximo de 3) com um recurso humano especializado pago pela FGP e que desempenhará as funções de diretor/a Executivo/a da Associação Territorial (no território que abarque as regiões da Grande Lisboa e Península de Setúbal, esses recursos humanos serão os Diretores Técnicos da FGP, nas regiões autónomas, esses recursos humanos serão providenciados pelo Governo Regional);
  • Contratualizar com cada Associação Territorial, a organização de um conjunto muito específico e concreto de atividades, de acordo com os programas técnicos da FGP, assegurando ainda a viabilidade de alguns projetos específicos de cada território, de acordo com propostas devidamente fundamentadas;
 
Tinha um cronograma associado e implicava o estabelecimento do seguinte mapa associativo que foi determinado com base nos dados administrativos e demográficos de cada território:




Poder-se-ia dizer que parece um bom plano. Então o que falhou e porque é que falhou?

O que falhou foi a unanimidade das Associações Territoriais em rejeitarem qualquer proposta de reorganização associativa já que a mesma implicaria a extinção/agrupamento de Associações Territoriais (redução de 10 para 6). Cmo anteriormente afirmei, hoje em dia já não penso que esta fusão ou extinção seja uma inevitabilidade mesmo dentro do modelo proposto em 2014.

A alternativa seria uma imposição que foi de imediato rejeitada no seio da reflexão levada a cabo pela Direção da FGP, porque teria seguramente um efeito contrário ao objetivo da reorganização do mapa associativo que é o desenvolvimento da Ginástica.

Julgo que, se se pretender aumentar a capacidade operacional das At’s, se terá que voltar inevitavelmente a este tema. Caso contrário, se a Ginástica continuar a sua tendência de crescimento depois de nos livrarmos desta maldita pandemia e continuar também a tendência da complexificação da nossa modalidade e da sofisticação crescente exigida, designadamente na organização de eventos, a tal capacidade operacional das At’s terá tendência a se degradar ainda mais.

Julgo ser urgente que a comunidade gímnica reflita sobre este tema e o coloque de novo na ordem do dia, a bem da Ginástica. Haverá melhor altura doq ue um confinamento forçado, sem competições, para fazer este tipo de reflexões?

Não minha opinião é o momento ideal.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Eventos internacionais de Ginástica


 

Eventos Internacionais de Ginástica

Evolução em 9 anos de gestão da FGP

Não é que a gestão da FGP entre 2012 e 2020 tenha "inventado a roda" no que concerne à organização de eventos internacionais de Ginástica em Portugal. Em anos anteriores vários eventos internacionais muito significativos foram organizados entre Taças do Mundo, Academias FIG (o país do mundo com mais Academias FIG organizadas entre 2002 e 2012 - 14) Golden Age, Eurogym, Congresso da UEG e da FIG e, claro está, a Gymnaestrada Mundial em 2003.

Apesar do acima descrito, a realidade do que se passou entre 2012 e 2020 revela uma atitude deliberada, organizada, não casuística, constante, na organização de eventos internacionais de Ginástica, uma verdadeira política ou linha de ação que foi prosseguida quase sempre com enorme sucesso e que projetou a Ginástica portuguesa dentro e fora de portas, tendo também tido repercussões ao nível desportivo, financeiro, logístico e comunicacional.

"Os eventos desportivos de grande dimensão são a forma mais rápida, fácil e barata de promover uma modalidade desportiva"

Assim, entre eventos desportivos e de formação foram organizados entre 2012 e 2020 82(!) eventos internacionais de Ginástica em Portugal. Nestes 82 apenas se incluem aqueles pelos quais a FGP responde diretamente perante a European Gymnastics ou a FIG, havendo um número muitíssimo elevado de outros eventos organizados por clubes e At's que certamente mais do que duplicam este número.

Importa também referir que para uma parte destes eventos foram estabelecidas coorganizações com clubes (Academia CantanhedeGym, Acro Clube da Maia, , Associação Académica de Coimbra, Associação de Pais de Amigos da Ginástica de Loulé, Clube de Atividades Gímnicas de Ponta Delgada, Ginásio Clube Portguês, Sunlive) tendo sido os restantes organizadas com parcerias com clubes, autarquias, At's e empresas.

Realça-se ainda que quer o ano de 2012 quer o de 2020, por razões muito diferentes foram anos com um nível de atividade desportiva internacional muito mais baixa do que os anos entre 2013 e 2019 (77 dos 82). Tal facto deve-se, no caso de 2020, claro está, à crise sanitária estabelecida na sequência da pandemia de COVID-19 que paralisou quase totalmente a atividade desportiva entre março e dezembro e, relativamente a 2012, por ter sido um ano de início de gestão em que os eventos organizados foram apenas aqueles para os quais já tinham sido efetuadas candidaturas em 2011. Assima esmagadora maioria dos eventos que em seguida se referirão foram organizados num período de 7 e não de 9 anos numa densidade organizativa muito elevada.

Dos 82 eventos acima referidos, 59 foram eventos desportivos, a saber:

  • 1 Campeonato do Mundo de AER;
  • 1 Competição Mundial por Grupos de Idades de AER;
  • 1 Eurogym;
  • 4 Camponatos da Europa (ACRO, AER, TRA e TG);
  • 1 Jogos Europeus por Grupos de Idades em ACRO;
  • 4 Campos de Treino da UEG;
  • 11 Taças do Mundo de ACRO;
  • 9 Taças de Mundo de AER;
  • 6 Taças do Mundo de GAF e GAM;
  • 7 Taças do Mundo de GR;
  • 6 Taças do Mundo de TRA
  • 1 Torneio Internacional de GAM;
  • 7 Torneio Internacionais de Juniores de GR.
Os 23 eventos internacionais de formação organizados neste período foram:

  • 1 Academia FIG de AER;
  • 1 Academia FIG de GAM;
  • 2 Academias FIG de GR;
  • 1 Academia FIG de TRA;
  • 1 Curso Foundations da FIG;
  • 4 Congressos internacionais da Ginástica;
  • 1 Fórum GpT da FIG;
  • 1 Seminário Europeu contra a violância na Ginastica;
  • 1 Curso Intercontinental de Juízes de AER;
  • 1 Curso Internacional de Juízes de ACRO;
  • 2 Curso Internacionais de Juízes de AER;
  • 1 Curso Internacional de Juízes de GAF;
  • 2 Curso Internacionais de Juízes de GAM;
  • 2 cursos Internacionais de Juízes de TRA;
  • 1 Seminário de AER sobre Aerodance e AeroStep;
  • 1 Curso de Coreografia de TeamGym.
Durante este período foi ainda assegurada a organização em Portugal de 3 grandes eventos a realizar entre 2021 e 2022:

  • World Gym for Life Challenge 2021;
  • Golden Age Festival 2022;
  • Congresso European Gymnastics 2022.
Quase todos os eventos desportivos organizados tiveram 4 características positivas para a FGP e para a Ginástica portuguesa:

  • Resultados desportivos relevantes;
  • Aumento da popularidade da Ginástica e  maior penetração na comunicação social com consequente maior conhecimento do público em geral das caracteríticas da modalidade e dos heróis e heroínas desportivas das várias disciplinas;
  • Resultado financeiro equilibrado ou superavitário (aqui a exceção foi mesmo o Campeonato da Europa de Ginástica de Trampolins organizado em 2014 em Guimarães, circunstância compensada pelos resultados desportivos históricos)
  • Projeção internacional da Ginástica portguuesa e da capacidade organizativa do país.

Muito mais ainda poderia ser dito mas não posso terminar este texto sem fazer uma referência especial ao evento absolutamente extraordinário que a FGP organizou em 2020, em plena pandemia, que foi o 6º Congresso Internacional da Ginástica. Um evento online com mais de 100 comunicações de oradores de todo o mundo durante o período de uma semana. Foi um privilégio e um orgulho ter experienciado esse evento que, creio, fará escola para o futuro independentemente da resolução mais mês menos mês da crise sanitária.

Por tudo o anteriormente referido julgo que a prossecução desta linha de ação só poderá trazer benefícios à Ginástica portuguesa. Exige esforço, disciplina, seriedade, intencionalidade, impõe muito stress à organização mas tem, como se viu, vantagens muito superiores às desvantagens.