sexta-feira, 10 de abril de 2020

Às tantas é! Pois é!




Após uma longa ausência deste espaço, não sei se por estarmos mais por casa, se porquê, apeteceu-me outra vez escrever umas coisas (parvoíces dirão alguns).

Após várias semanas de trabalho em casa com muita informação e desinformação a ser despejada nos nossos ecrãs de televisão e nos nossos computadores, veio-me à memória uma palavra que gosto de utilizar de vez em quando: "despautério".

Sim, não é um erro ortográfico. Despautério é o que melhor caracteriza a pronta língua afiada (ou teclado afiado) que aqueles que tudo sabem (ou julgam saber, que é pior), mas provavelmente nunca tiveram que tomar uma decisão difícil na vida, com verdadeiro impacto nos outros, e vai de criticar a torto e a direito a Srª Diretora Geral da Saúde, a Srª Ministra da Saúde e outros que todos os dias (repito todos os dias) procuram dar o seu máximo levando o melhor possível o combate a este inimigo invisível.

Não conheço pessoalmente as senhoras nem nenhum dos outros responsáveis.

Não penso que só porque estamos numa grave crise sanitária e, acrescentaria económica, por arrasto humanitária, devamos ser acríticos ou baixar patamares de exigência. Nada disso. A crítica construtiva é e sempre será motor de progresso das sociedades, e o escrutínio é a única forma de regular o poder, mas ó santa paciência, criticar por criticar, às vezes com referências pessoais que roçam a má educação, partindo de pressupostos fundamentalmente errados ou de sapiência de algibeira encontrada num qualquer sítio Internet em português europeu ou não europeu, distorcer intencionalmente o que as pessoas dizem, pôr na boca dos outros palavras que não foram ditas, apesar de não ser inédito no nosso país (e noutros) é, neste momento, uma grandecíssima falta de respeito não apenas em relação aos visados, mas a todos nós.

E cola! Cola porque infelizmente há muita gente que vai "a reboque". E reproduz. E amplifica. Sem compreenderem que provocam nas pessoas que lhes deviam interessar uma enorme vergonha alheia.

Da minha parte imagino a atroz pressão que quem governa está a sentir neste momento e acredito genuinamente que, perante uma situação para a qual nenhum país estava preparado, quem tem que decidir está a fazê-lo o melhor que pode e sabe. Com erros às vezes? Talvez. E?.... Seria possível ser de outra forma?

Tenham juizinho. Informem-se. Leiam. Não passem o dia no facebook a dizer mal. De vez em quando podem ver uma série na Netflix, vá! Façam exercício físico.

É ou não é um bom conselho? às tantas é! Pois é!

Mantenham-se em segurança e ativos (as).

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